Você sabe o que é Dispraxia?

Esse Transtorno é a falta de coordenação motora, verbal ou escrita!

É uma disfunção motora neurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente.

Conhecida também como: disfunção motora, distúrbio do desenvolvimento da coordenação motora ou como dificuldade de percepção.

Condição que se apresenta na infância e quando diagnosticada precisa da ajuda dos pais, familiares, professores e profissionais da saúde para que possa ser tratada de forma adequada.

A criança “dispráxica” apresenta dificuldade e lentidão na execução de habilidades motoras que podem ser:

Habilidades motoras grossas

Dificuldade de realizar movimentos que envolvem os grandes músculos do corpo ou grupos de músculos que permitem andar, pular, correr, pular em uma perna só, ou jogar um objeto.

Habilidades motoras finas 

Dificuldade na execução de tarefas que são realizadas pelos pequenos músculos do corpo, como os músculos das mãos, pés, cabeça ou do rosto (incluindo a língua e os lábios). São movimentos mais difíceis e delicados, como, escrever, desenhar, pintar, montar um quebra-cabeça, amarrar um sapato ou pentear os cabelos.

A criança com dispraxia tem dificuldades também para organizar seus pensamentos (planejar o que, e como fazer).

As áreas que sofrem mais alterações são as do esquema corporal e a orientação têmpora espacial.

Em alguns casos a linguagem não é afetada, mas a criança com dispraxia apresenta fracasso escolar, pois a escrita é a área mais comprometida, porém, estudos comprovam que a criança “dispráxica” pode aprender a digitar com rapidez, assim, com o uso do computador, o fracasso escolar pode ser superado, considerando que a parte cognitiva não é afetada.

Então a Dispraxia é uma desordem neurológica, em algum momento do processo de planejamento, realização desse plano e armazenamento desse plano para uso futuro, as vias neurológicas necessárias para essas tarefas não estão se conectando corretamente.

A quebra pode ser a seguinte:

• sistema sensorial (má coleta e armazenamento de informações sensoriais);

• desenvolvimento de dendrita incompleta (as vias nervosas que se ramificam dos neurônios no cérebro);

• a falta de neurotransmissores (substâncias que permitem que as mensagens pululem entre as lacunas entre dendritos) ou

• no departamento de armazenamento e recuperação no cerebelo.

Quais as características da Dispraxia?

A dispraxia é como a dislexia, na medida em que não há meios visíveis imediatamente pelos quais as crianças “dispraxicas” possam ser rapidamente identificadas.

As crianças “dispraxicas” parecem completamente normais e muitas vezes são muito inteligentes, articuladas e tão encantadoras, curiosas e adoráveis quanto qualquer outra criança.
No entanto, os seguintes sinais tornar-se-ão visíveis quando a criança “dispraxicas” for colocada em uma situação em que uma habilidade aprendida é descontextualizada, ou uma nova habilidade é apresentada para ser rapidamente dominada. Um professor experiente com um olho atento notará esses sinais e sintomas, mas muitas vezes não notará que eles são causados por um transtorno do desenvolvimento.

Os efeitos da dispraxia variam de muito leve (apenas alguns dos sinais abaixo) para mais severa (onde muitos desses sinais são evidentes). Os casos mais severos geralmente são percebidos na primeira infância por pediatras devido a atrasos nos marcos. Casos mais leves são percebidos por pais ou professores da primeira infância, e o muito leve pode não ser notado até mais tarde na escola primária, onde as tarefas em sequência se tornam mais complexas e exigentes.

A seguinte lista de sinais destina-se a um guia geral. No entanto, pode haver outros motivos subjacentes para essas dificuldades. Se você suspeitar que seu filho possa ter dispraxia, sugere-se uma avaliação minuciosa por um profissional da área.

Sinais Comuns e Sintomas

Sinais comuns de Dispraxia:

• desajeitado e propenso a acidentes desde muito cedo;
• frequentemente esbarra em coisas ou pessoas;
• lento para aprender a engatinhar e andar;
• movimento motor amplo não coordenado e incomum;
• desajeitado para comer, dificuldade em aprender a se alimentar, e depois para manejar uma faca e garfo;
• lento para aprender a se vestir e mais tarde com dificuldade em amarrar laços de sapato e abotoar;
• demora a aprender a segurar giz de cera ou lápis corretamente, cortar com tesoura e desenhar (pode evitar essas atividades);
• lento para aprender a pular (geralmente saltita);
• dificuldade em coordenar movimentos de braços e pernas ao aprender a nadar;
• capacidade inconsistente de fazer tarefas motoras. Por exemplo, ele pode aprender uma nova tarefa um dia e esquecer-se no dia seguinte;
• dificuldade em aprender como segurar um lápis, formar letras, desenhar e escrever palavras;
• dificuldade em lembrar a sequência de letras em palavras quando soletra;
• dificuldade em lembrar a sequência de processos matemáticos (especialmente subtração e divisão);
• dificuldade de recuperação de palavras – ele sabe o que ele quer dizer, mas não consegue encontrar a palavra certa;
• dificuldade em ler em voz alta (pula palavras, os olhos podem vagar para a linha acima ou abaixo indicando uma dificuldade em planejar movimentos oculares);
• tem boas ideias, mas não consegue coloca-las no papel;
• relutância em experimentar novos jogos ou atividades envolvendo movimentos como dança folclórica, esportes e ginástica;
• dificuldade em planejar interações sociais e manter amizades sem se sobrecarregar. Poderá fazer amigos rapidamente, mas ter dificuldade em mantê-los;
• birras e manhas podem ocorrer mais frequentemente do que o habitual para a idade por sobrecarga sensorial e frustração.

Tratamento

Primeiro obtenha uma avaliação, que deve ser feita por um Terapeuta Ocupacional Infantil.

O TO provavelmente lhe dará um conjunto de exercícios, atividades e jogos projetados para dar suporte às áreas defasadas, que vão complementar as intervenções semanais no consultório. Estas podem ser atividades sensoriais para estimular os aspectos do transtorno sensorial, atividades que envolvem o uso de habilidades motoras que precisam de mais repetição do que o habitual para se cristalizarem.

 

Espero que não tenham ficado dúvidas sobre o que é a dispraxia e como perceber os primeiros sinais.

 

Logo, logo estaremos de volta com mais dicas para vocês no Momentos com a TO

Beijos,